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Romão Silva
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ESPIRITUALISMO - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO NÃO SAIBA A VOSSA MÃO ESQUERDA O QUE DÊ A VOSSA MÃO DIREITA

"13. Chamo-me Caridade; sigo o caminho principal que conduz a Deus. Acompanhai-me, pois conheço a meta a que deveis todos visar.
Dei esta manhã o meu giro habitual e, com o coração amargurado, venho dizer-vos: Oh! meus amigos, que de misérias, que de lágrimas, quanto tendes de fazer para secá-las todas! Em vão, procurei consolar algumas pobres mães, dizendo-lhes ao ouvido: Coragem! há corações bons que velam por vós; não sereis abandonadas; paciência! Deus lá está; sois dele amadas, sois suas eleitas. Elas pareciam ouvir-me e volviam para o meu lado os olhos arregalados de espanto; eu lhes lia no semblante que seus corpos, tiranos do Espírito, tinham fome e que, se é certo que minhas palavras lhes serenavam um pouco os corações, não lhes reconfortavam os estômagos. Repetia-lhes: Coragem! Coragem! Então, uma pobre mãe, ainda muito moça, que amamentava uma criancinha, tomou-a nos braços e a estendeu no espaço vazio, como a pedir-me que protegesse aquele entezinho que só encontrava, num seio estéril, insuficiente alimentação.
Alhures vi, meus amigos, pobres velhos sem trabalho e, em conseqüência, sem abrigo, presas de todos os sofrimentos da penúria e, envergonhados de sua miséria, sem ousarem, eles que nunca mendigaram, implorar a piedade dos transeuntes. Com o coração túmido de compaixão, eu,
que nada tenho, me fiz mendiga para eles e vou, por toda a parte, estimular a beneficência, inspirar bons pensamentos aos corações generosos e compassivos. Por isso é que aqui venho, meus amigos, e vos digo: Há por aí desgraçados, em cujas choupanas falta o pão, os fogões se acham sem lume e os leitos sem cobertas. Não vos digo o que deveis fazer; deixo aos vossos bons corações a iniciativa. Se eu vos ditasse o proceder, nenhum mérito vos traria a vossa boa ação. Digo-vos apenas: Sou a caridade e vos estendo as mãos pelos vossos irmãos que sofrem.
Mas, se peço, também dou e dou muito. Convido-vos para um grande banquete e forneço a árvore onde todos vos saciareis! Vede quanto é bela, como está carregada de flores e de frutos! Ide, ide, colhei, apanhai todos os frutos dessa magnificente árvore que se chama a beneficência. No lugar dos ramos que lhe tirardes, atarei todas as boas ações que praticardes e levarei a árvore a Deus, que a carregará de novo, porquanto a beneficência é inexaurível. Acompanhai-me, pois, meus amigos, a fim de que eu vos conte entre os que se arrolam sob a minha bandeira. Nada temais; eu vos conduzirei pelo caminho da salvação, porque sou – a Caridade. – Cárita, martirizada em Roma. (Lião, 1861.)"

Depois da leitura de um texto desse quilate, às vezes me pergunto, como dá para existir pessoas que, em pleno século XXI ainda duvidem da veracidade e da seriedade da Doutrina Espírita. Leia-se qualquer mensagem oriunda de espíritos moralmente elevados e ver-se-á quão doces, belas, humildes e sinceras elas são e quanta energia e bons ensinamentos nos transmitem!
Claro está que ninguém poderá ser induzido a crer no que não quer, que todos têm o livre arbítrio para decidir por si mesmos o que lhe é mais interessante, o que lhe é mais conveniente, mas, ainda existem as crenças apegadas à letra, que não examinam com melhores critérios o que devem assimilar, que não buscam evoluir e acompanhar o progresso humano, (o qual não é estacionário e anda de mãos dadas com a ciência), pregando a mesma coisa há séculos e pregando sem o exemplo devido, mais ou menos como: faça o que eu digo mas não faça o que eu faço!
São, portanto, modos equivocados de apresentar-se ante à Divindade que sempre nos perdoa todas as ofensas, embora não saibamos agradecer; que não castiga por causa das nossas imperfeições e que somente pagamos aquilo que devemos, sem tirar nem por; que não nos censura e nos deixa cuidar da própria vida sem interferir nas nossas tomadas de decisão, por ser tão sábia, justa e perfeita a Justiça Divina.

FALCATRUAS NOS DETRANS
Notícias da media (mídia) deram conta de cumprimento de mandados de prisão pela Polícia Rodoviária Federal, em vários Estados, por desvios de comportamento de alguns funcionários dos DETRANs, com a conivência de auto-escolas mancomunadas no esquema, que criavam facilidades para a habilitação de pessoas analfabetas e/ou com deficiência visual, dentre outras fraudes.
Dito isto, não entrarei em detalhes porque, como o caso já está sendo bastante repisado não nos interessa mais fazer chover no molhado. O que se deve salientar é o fato de que as autoridades de trânsito não estão preocupadas em combater fraudes dessa espécie em suas pastas; não se inquietam em dar uma satisfação aceitável ao contribuinte que paga os seus salários, que além de esbulhado com uma carga demasiadamente excessiva de impostos e taxas, paga também, o estacionamento da rua, o qual deveria ser público.
Essas coisas acontecem também, por que os governos só estão pensando em arrecadar, mesmo que para isso tenham de criar ou aumentar impostos, atividade na qual são bastante eficientes. Eles não estão nem aí para os nossos problemas e é por isso que, para garantirem verba para projetos de seus interesses aumentam aleatoriamente suas tarifas a favor dos Cofres Públicos e em detrimento do povo que os mantém.
Se eles quisessem, poderiam sim equacionar tal problema porque existem algumas medidas que, se levadas a efeito poderiam dar bons resultados. Exemplo:
Para evitar que o cidadão comum fosse prejudicado com aumento de tarifa ou de carga horária do aprendizado das auto-escolas, encarecendo mais e mais o processo de emissão de carteiras de habilitação, bastaria uma maior austeridade no trato da coisa pública, punindo exemplarmente os faltosos e mantendo maior controle de seu patrimônio, de seus documentos e de seus funcionários, nem que para isso fosse criada uma nova agência de inteligência ou uma nova polícia
.
Evitar-se-ia, desse modo, que analfabetos, deficientes e incapazes de um modo geral fossem habilitados (embora sendo na ilegalidade) para povoar as nossas ruas dirigindo sem as qualificações exigidas, provocando acidentes e toda sorte de barbeiragem nas ruas. Impedir-se-ia que veículos furtados ou gambearreados (feito neles algum arranjo) rodassem entre os veículos legais.
Funcionários dos DETRANs e outros departamentos ou entidades que com eles tivessem algum tipo de afinidade, fossem vigiados, vinte e quatro horas, se possível.
Continuando com o rigor da vigilância, as auto-escolas, as sucatas, empresas fabricantes de placas e afins, tivessem as rédeas curtas e fossem periodicamente esquadrinhadas, viradas de pernas pro ar, se fosse o caso, em busca de algum provável desmantelo. Então, meus amigos, poderia até haver algum tipo de fraude, mas, essas eram bem menores do que as que hoje são vistas!
OS SANTINHOS
É engraçado a gente ver e ouvir o discurso de algumas figuras da política que já foram eleitas, em alguma oportunidade, criticarem os demais por imperícia, má gestão ou improbidade. Censurarem-lhes por não haverem feito o que eles também não fizeram; por dilapidarem o Erário em quaisquer de suas esferas (Municipal, Estadual ou Federal), coisas das quais eles são useiros e vezeiros em praticar. O macaco falando do rabo da cotia. Pode!
E assim vão vendendo uma imagem de bonzinhos, de salvadores da pátria, enganando a todos e a si próprio, principalmente, por pensarem que realmente conseguem causar tal impressão a nós outros e que assim são vistos pelos seus concidadãos. Ledo engano! Imaginam que o povo também não sabe fingir, até porque este não tem outra opção além desta, de também disfarçar o seu descontentamento, por não ter nenhum poder e nem mesmo quem de fato o defenda e proteja, a não ser mesmo o nosso Criador.